Em parceria inovadora, Defensoria lança projeto para transformar lixo eletrônico em soluções de impacto social

01/10/2025 #Administração

A Defensoria Pública do Maranhão (DPE/MA) deu mais um passo no seu compromisso de promover justiça social aliada à sustentabilidade. Nesta terça-feira (30), a instituição lançou o projeto ‘Reutilizar para Transformar: soluções ambientais e tecnológicas para a transformação social’, em parceria com o Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) e a Kadoo Serviços em Educação e Inovação Tecnológica.

A iniciativa que integra o pacote de atividades da Política de Responsabilidade Socioambiental da DPE tem como meta dar um destino ecológico e educativo aos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos em desuso, o chamado ‘lixo eletrônico’. A solenidade de assinatura do termo de cooperação que regulamenta a arrecadação dos resíduos na sede da Defensoria foi realizada com direito à exposição de projetos com alunos do Iema, entre os quais, marcou presença o vencedor 1º lugar no Mundial de Robótica na Coreia do Sul Marcus Vinícius Mendes.

“Essa parceria representa um passo essencial no nosso compromisso com a sustentabilidade e a inovação social. Não se trata apenas de descartar corretamente o lixo eletrônico, mas sim de enxergar nesses resíduos um potencial de transformação. Ao doar os equipamentos obsoletos, estamos fechando o ciclo do consumo de forma responsável e, o mais importante, abrindo um novo ciclo de aprendizado e capacitação”, destacou o defensor-geral do Estado, Gabriel Furtado.

Como vai funcionar?

O projeto que vai arrecadar computadores, notebooks, celulares, tablets, impressoras, roteadores, eletroportáteis e outros itens eletrônicos em estado funcional, semi-funcional, com defeito ou sucata, deverá unir a responsabilidade socioambiental à educação e ao desenvolvimento de talentos para gerar soluções tecnológicas, impactando, positivamente, comunidades que precisam de projetos inovadores.

Ao receber o material, estudantes e professores do Iema transformarão os resíduos em recursos para aulas práticas, oficinas e protótipos nos laboratórios da instituição. O que seria lixo se tornará ferramenta de aprendizado, desenvolvimento e criação.

“Com nossos laboratórios de alta, média e baixa complexidade, o que seria descartado vai virar ferramenta de trabalho e inspiração nas mãos dos estudantes. Transformaremos lixo eletrônico em solução educacional e tecnológica”, completou a diretora adjunta pedagógica do Iema, Mirla Santana.

Maratona de ideias com impacto social

O ápice do projeto será a realização de um Hackathon, que é uma maratona com programadores e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de soluções e ideias tecnológicas. A competição que se chamará ‘DefsHack’ será coordenada pela Kadoo Educação e deverá ocorrer ainda em dezembro deste ano.

Nesse sentido, o desafio para os alunos do Iema será o desenvolvimento de soluções de alto impacto social, utilizando como matéria-prima todo material doado. O evento premiará as inovações que melhor abordarem o consumo consciente e a criação de soluções sustentáveis para comunidades vulneráveis.

“A responsabilidade socioambiental não é apenas uma iniciativa administrativa, ela é uma extensão da nossa missão institucional. Defender os direitos dos vulneráveis vai além do processo judicial e isso abrange também a defesa de um meio ambiente equilibrado e de um futuro sustentável para a sociedade. É isso que o nosso projeto reflete. Ao darmos um destino útil ao nosso lixo eletrônico, estamos transformando o descarte em oportunidade educacional e, sobretudo, promovendo uma cultura de consumo consciente dentro da própria Defensoria”, finalizou a chefe do Comitê de Responsabilidade Socioambiental da DPE, Andréia Sauaia.

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